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Consulta de tratados internacionais

Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional
Instrumento Multilateral
Local de conclusão: 
Roma
Data de Conclusão: 
17/07/1998
Inicío de vigência na ordem internacional: 
01/07/2002
Data de assinatura por Portugal: 
07/10/1998
Data de depósito de instrumento de ratificação: 
05/02/2002
Início de vigência relativamente a Portugal: 
01/07/2002
Diplomas de aprovação: 

Aprovado para ratificação pela Resolução da Assembleia da República n.º 3/2002, de 18/01; ratificado pelo Decreto do Presidente da República n.º 2/2002, de 18/01

Publicação: 

Diário da República I-A, n.º15, de 18-01-2002 (Resolução da Assembleia da República n.º 3/2002)

Declarações e reservas: 

Declaração interpretativa:

1. Portugal manifesta a sua intenção de exercer o poder de jurisdição sobre pessoas encontradas em território nacional indiciadas pelos crimes previstos no n.º1 do artigo 5.º do Estatuto, com observância da sua tradição penal, de acordo com as suas regras constitucionais e demais legislação penal interna.

2. Portugal declara, nos termos e para os efeitos do n.º2 do artigo 87.º do Estatuto, que os pedidos de cooperação e os documentos comprovativos que os instrumentos devem ser redigidos em língua portuguesa ou acompanhados de uma tradução nesta língua.

Instrumentos que o modificam: 

Alteração ao artigo 124.º do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, de 26 de novembro de 2015 (aprovada pela Resolução da Assembleia da República n.º 30/2017, DR I, n.º 36, de 20/02/2017);

Alteração ao artigo 8.º do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, de 10 de junho de 2010 (aprovada pela Resolução da Assembleia da República n.º 31/2017, DR I, n.º 36, de 20/02/2017);

Alterações ao Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional relativas ao Crime de Agressão, de 11 de junho de 2010 (aprovadas pela Resolução da Assembleia da República n.º 31/2017, DR I, n.º 36, de 20/02/2017).

Instrumentos que o desenvolvem: 

Acordo sobre os Privilégios e Imunidades do Tribunal Penal Internacional (Aprovado pela Resolução da Assembleia da República n.º 42/2007)

Avisos: 

Aviso n.º 20/2002, de 14/03/2002 e Aviso n.º 37/2002, de 09/05/2002 - tornam público o depósito do instrumento de ratificação

 Aviso n.º 105/2002, de 25/11/2002 - torna pública a lista dos Estados Parte do Estatuto

Pareceres emitidos: 

Parecer da Procuradoria-Geral da República de 27/01/2000

Bibliografia: 

Monografias
- Mireille Delmas-Marty (Ed.), Les sources du droit international pénal : l'expérience des tribunaux pénaux internationaux et le statut de la Cour pénale internationale, Paris, Société de Législation Comparée, 2005

Artigos de periódicos
- Maria Paula Díaz Pita, Concurrencia de jurisdicciones entre los tribunales penales españoles y la Corte Penal Internacional: los arts. 8 y 9 de la ley orgánica 18/2003, de 10 de diciembre, de cooperación con la Corte Penal Internacional, in Revista Electrónica de Estudios Internacionales, n.º 9, 2005
- Harmen Van Der Wilt, Bilateral Agreements between the United States and States Parties to the Rome Statute: Are They Compatible with the Object and Purpose of the Statute?, in Leiden Journal of International Law, Vol. 18, n.º1, Mar 2005, p.93-111
- Eric M Meyer, The Compatibility of the Rome Statute of the International Criminal Court with the U.S. Bilateral Immunity Agreements Included in the American Servicemembers' Protection Act, in Oklahoma Law Review, Vol. 58, n.º1, Spring 2005, p.97-133
- Michael J. Struett, The Transformation of State Sovereign Rights and Responsibilities Under the Rome Statute for the International Criminal Court, in Chapman Law Review, Vol.8, n.º1, Spring 2005, p.172-192
- Isabel Lirola Delgado e Magdalena María Martín Martínez, La cooperación penal internacional en la detención y entrega de personas: el Estatuto de Roma y la Orden europea, in Anuario de Derecho Internacional 2004, v.XX, p.173-240
- Dapo Akande, International Law Immunities and the International Criminal Court, in American Journal of International Law, Vol. 98, n.º3, July 2004, p. 407-433
- Samantha V. Ettari, A foundation of granite or sand? The International Criminal Court and United States bilateral immunity agreements, in Brooklyn Journal of International Law, Vol. 30, n.º1, 2004, p. 205-255
- Jeffrey S. Dietz, Protecting the Protectors: can the United States successfully exempt U.S persons from the International Criminal Court with Article 98 agreements?, in Houston Journal of International Law, V.27, n.º1, Fall 2004, p. 137-180
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- Steffen Wirth, Immunities, Related Problems, and Article 98 of the Rome Statute, in Criminal Law Forum, V.12, n.4, 2001
- Paula Escarameia, Quando o Mundo das Soberanias se Transforma no Mundo das Pessoas: o Estatuto do Tribunal Penal Internacional e as Constituições Nacionais, in Themis, Revista da Faculdade de Direito da UNL, A.2, n.º3, 2001, p.143-182
- Paula Escarameia, "Notes on the Implementation of the Rome statute in Portugal," in The Implementation of the International Criminal Court Statute in Domestic Legal Systems, Roundtable, University of Teramo, Nov. 12-13, 1999
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- Bassiouni, The Statute of the International Criminal Court: a Documentary History, Transnational Publishers, 1998
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- Melissa K. Marler, The International Criminal Court: Assessing the Jurisdictional Loopholes in the Rome Statute, in Duke Law Journal, 1999, Vol.49, No.3
- Bartram S. Brown, U.S. Objections to the Statute of the International Criminal Court: A Brief Response, in New York University Journal of International Law & Politics, Vol.31, No.4, 1999
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- Michael P. Scharf, The ICC’s Jurisdiction over the Nationals of Non-Party States: A Critique of the U.S. Position, Law and Contemporary Problems, 2001, Vol.64, No.1
- Jordan J. Paust, The Reach of ICC Jurisdiction Over Non-Signatory Nationals, in Vanderbilt Journal of Transnational Law, 1999-2000
- Lori Sinanyan, The International Criminal Court: Why the United States Should Sign the Statute (but Perhaps Wait to Ratify), in Southern California Law Review, 2000, Vol.73, No.5
- John R. Bolton, The Risks and Weaknesses of the International Criminal Court from America’s Perspective, in Law and Contemporary Problems, 2001, Vol.64, No.1
- Bruce Broomhall, Toward U.S Acceptance of the International Criminal Court, in Law and Contemporary Problems, 2001, Vol.64, No.1
- Alfred P. Rubin, The International Criminal Court: Possibilities for Prosecutorial Abuse, in Law and Contemporary Problems, 2001, Vol.64, No.1
- Herman von Hebel e Maria Kelt, Some comments on the elements of crimes for the crimes of the ICC Statute, in Yearbook of International Humanitarian Law, V.3, 2000, p.273-288
- Silvia Fernández de Gurmendi e Hakan Friman, The rules of procedure and evidence of the International Criminal Court, in Yearbook of International Humanitarian Law, V.3, 2000, p.289-336
- William Schabas, Canadian implementing legislation for the Rome Statute, in Yearbook of International Humanitarian Law, V.3, 2000, p.337-346
- Danesh Sarooshi, The Statute of the International Criminal Court, in International and Comparative Law Quarterly, 1999, Vol.48, n.º2, p.387
- Antonio Cassese, The Statute of the International Criminal Court: some preliminary reflections, in European Journal of International Law, V.10, n.1 (1999), p.144-171

Observações: 

A Lei n.º 31/2004, de 22/07, adapta a legislação penal portuguesa ao Estatuto do Tribunal, tipificando as condutas que constituem crime de violação do direito internacional humanitário (17.ª alteração ao Código Penal)